segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ciclo de Colaboração de Dan Pontefract


Este ciclo tem como base 4 Princípios – CARE:
Contínua – a colaboração deve ser contínua e ocorrer com frequência equivalente ao nosso empenho, que deve ir crescendo.

Autêntico – sempre que se colabora deve-se fazê-lo de uma forma honesta.

Receptivo – colaborar significa estar receptivo às ideias dos outros e reflectir antes de transmitir a nossa opinião.

Enriquecer – numa aprendizagem colaborativa vamos construir conhecimento e enriquecemo-nos ao mesmo tempo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Modelo ACTIONS de Tony Bates


Se quiseres saber mais, vê este filme do Youtube


Novo Acordo Ortográfico

Sabiam que a partir do próximo ano lectivo teremos de utilizar o novo acordo ortográfico nas nossas Escolas? Tudo o que apresentarmos aos alunos ou eles a nós, terá de estar redigido mediante o novo acordo ortográfico?

Por isso, deixo-vos aqui um PowerPoint com algumas das alterações, um PDF com outras e um link de um conversor automático, totalmente gratuito, desenvolvido pelo "Instituto de Linguística Teórica e Computacional" e anunciado pela própria Ministra da Cultura, denominado Lince.

QWIKI - novo conceito de WIKI

Deixo-vos aqui o exemplo de um novo conceito de WIKI, como explica um dos seus criadores, “A Informação é uma experiência que vou conseguir ver”. E com esta QWIKI, isso é possível, se pedires informações sobre uma cidade, um animal, uma pessoa, um restaurante, terás acesso à mesma, não sendo no entanto gerada pelo homem, mas pela máquina. Conseguirás interagir com a plataforma desta QWIKI e até quem sabe acordar com o seu despertar, informando-te da temperatura que faz lá fora, o dia da semana, avisando-te dos teus compromissos do dia e muito mais….
Não acreditas? Regista-te e faz como eu, procurei a minha cidade, Espinho e a “menina” começou a falar-me dela, incrível.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Evolução tecnológica e modelos de educação a distância: Do ensino por correspondência ao mobile learning

Trabalho de grupo: Ana Luísa Curto; Armando Damião Alves; Armando Lino Lopes; Maria José Álvares e Paula Cristina Melo
A associação entre a tecnologia e a educação é uma realidade há muito estabelecida, quer no contexto do ensino presencial quer no do ensino a distância, implicando alterações mais ou menos profundas nos modos como se ensina e aprende.
Com a evolução tecnológica e o novo paradigma da Web 2.0, o sistema educativo foi confrontado com a necessidade de inovar as suas abordagens pedagógicas, tanto ao nível do ensino presencial como ao nível do ensino a distância. Neste contexto de mudanças tecnológicas, o ensino a distância foi progressivamente ajustando as formas de produção e distribuição de materiais didácticos, com implicações nas metodologias de ensino-aprendizagem e nos processos de interacção.
Olhando agora com um pouco mais de atenção para o nosso país, e centrando-nos particularmente na área da educação, temos vivido profundas transformações. Fazendo uma retrospectiva da EaD verifica-se que ela existe desde tempos mais antigos atravessando uma constante evolução até aos dias de hoje. Reconhece-se, sem dúvida, que as tecnologias e o seu potencial são elementos determinantes para a viabilidade e o sucesso da EaD ao possibilitar a mediatização em termos dos conteúdos pedagógicos e a interacção alunos/professores, aluno/aluno e alunos/instituição (Gomes, 2008). O facto de existirem diferentes, e cada vez mais eficazes, formas de publicar, comunicar e colaborar dão origem a uma diversificação de modelos EaD.
Na primeira geração, “ensino por correspondência”, a mediatização dos conteúdos efectuada em formato papel e a sua distribuição através de correio postal, implicava que a comunicação entre professor/aluno fosse escassa e assíncrona, fazendo com que o feedback resultasse retardado no tempo. Isto conduzia à perda de interesse do aluno, devido à demora em ver resolvidas as suas dúvida. Assim, neste momento, com a massificação da informação, não se justifica este tipo de ensino.

Nos sistemas de segunda geração, o ensino a distância disponibilizava uma multiplicidade de suportes, destacando-se o audiovisual, como complemento à linguagem escrita. A televisão e a rádio passaram a ser os principais veículos de transmissão de conteúdos pedagógicos destacando-se, em Portugal, a criação da Telescola em contexto de educação formal.
Esta foi de extrema importância para a escolarização em massa de grande parte da população, colmatando a falha de formação de professores e da rede escolar que se concentrava, sobretudo, nas capitais de distrito. Apesar da modalidade síncrona de formação através das emissões radiofónicas e televisivas, com recurso a um professor tutor, a interactividade aluno-professor e aluno-aluno eram pouco frequentes. Paralelamente, verificou-se uma crescente produção e distribuição de materiais didácticos cada vez mais diversificados e que integraram os dispositivos da primeira geração numa abordagem multimédia (videogramas e audiogramas).
A terceira geração do EaD foi marcada pela interactividade entre aluno e os recursos multimédia e pela comunicação não só professor/aluno mas também entre aluno/aluno. A facilidade de os alunos conseguirem interagir através de correio electrónico é de salientar, pois a partilha de saberes promove a construção de conhecimento, deixando de ser uma aprendizagem isolada, existindo grupos que partilham interesses e saberes. A desvantagem continuou a ser a comunicação assíncrona, por vezes não tão rápida como se desejaria e ainda o facto de os alunos poderem não estar interessados em partilhar conhecimento entre si.
Na quarta geração, também designada de e-learning, os processos cognitivos dos alunos e os processos de comunicação alteraram-se de forma significativa, graças ao uso generalizado da Internet. Se numa primeira fase a Internet preconizava uma série de serviços com o principal atributo de disponibilizar um manancial de informação e conhecimento a qualquer utilizador – a Web 1.0 – numa segunda fase, esta veio possibilitar aos utilizadores produzirem e partilharem conteúdos – a Web 2.0 – através de ferramentas de edição on-line, como os blogues, wikis e podcasts. Esta nova interactividade permitiu gerar ambientes virtuais de aprendizagem colaborativa, os Learning Management System (LMS), com dispositivos para a gestão, monitorização e avaliação on-line, como o Blackboard e o Moodle.

Os conteúdos pedagógicos, mais apelativos e de acordo com as expectativas dos alunos, permitiram uma maior interactividade, não só aluno-professor, como também aluno-aluno, de forma síncrona e/ou assíncrona. Nestas comunidades on-line, a aprendizagem é contextualizada e o conhecimento pode ser mais facilmente partilhado potenciando, nos indivíduos, o sentido de autonomia e responsabilidade.

Com a generalização do uso dos telemóveis, as potencialidades técnicas dos mesmos fez nascer os chamados "nativos digitais", a geração do mobile-learning, onde professores e alunos passaram a poder estar numa situação de permanente conectividade, onde quer que estivejam, deixando o espaço físico de ser uma condicionante. Esta quinta geração pode ser uma forma de educação adequada aos jovens que comunicam, quase compulsivamente, através de mensagens electrónicas, seguindo conversas paralelas muitas vezes inacabadas, onde o tempo e espaço não constituem entraves para a aquisição de novos conhecimentos, em ambientes marcados por intensa interacção.

Os “ambientes virtuais” são a característica da 6ª geração, constituindo o second life um dos exemplos. É aliciante a possibilidade de construir uma vida paralela, diferente da vida real, encarnando uma personagem num espaço espaço imaginário, idealizados por cada indivíduo (avatar), onde podemos, entre outras funcionalidades, conversar através de chats, fóruns, e até por voz, com a hipótese de guardar apresentações. Ser multitarefa é o sonho de qualquer um – conseguir dedicar-se ao desporto, à política, ao ensino em simultâneo.

Como refere Mattar (sd, p.7) “(…) o aprendiz convive na realidade virtual com a imagem da informação, podendo aliar a imagem a textos, sons e vídeos, reflectir, questionar e fazer anotações, modificar o mundo ao seu redor e inclusive construir novos ambientes.”. As vantagens da comunicação síncrona, o feedback directo, a construção de conhecimento através da vivência de acontecimentos, são potencialidades que se destacam nos exemplos referidos por Pita (2008). Mais do que noutra geração de EaD, a organização pelo professor de situações de aprendizagem, inspiradas pelo modelo tradicional, restringe as potencialidades que estes tipos de ambientes deveriam criar.
Pela particularidade de cada uma das diferentes gerações da EaD, estas não se substituem umas às outras mas complementam-se. Dependendo dos destinatários, das infra-estruturas e tecnologias disponíveis todas elas têm a sua função e lugar na EaD. As várias gerações da EaD estão presentes, muitas vezes, em articulação e em diferentes contextos a nível mundial, nacional, económico, político, social, cultural e tecnológico o que justifica a existência de todas as gerações (Gomes, 2008).
As tecnologias são manifestamente essenciais para o aprofundamento do EaD como meio de proporcionar oportunidades de formação académica e /ou profissional independentemente da hora e do lugar ultrapassando barreiras como distância, isolamento, horários laborais entre outras.
Em jeito de conclusão, são visíveis as vantagens que o EaD pode usufruir do desenvolvimento das novas tecnologias, possibilitando o acesso à educação a um elevado número de pessoas e criando condições de sustentabilidade e rentabilidade para as instituições de ensino que fizerem do mesmo um factor crítico de sucesso.
Entre nós, o facto do EaD ainda não ser uma realidade institucionalmente assente, estando ainda numa fase de crescimento, longe da maturação, pode até ser uma vantagem pois a sua coexistência com outras realidades, permitir-lhe-á crescer de forma mais sustentada, dando melhor resposta às necessidades de todos os actores envolvidos.


Referências
Gomes, M. (2008). Na senda da inovação tecnológica na Educação a Distância. Revista Portuguesa de Pedagogia. 42-2, 181-202. Acedido em 6 Janeiro 2011, de http://hdl.handle.net/1822/8073
Mattar, J. (sd). O uso do second life como ambiente virtual de aprendizagem. Acedido em 14 Janeiro 2011, de http://www.anped.org.br/reunioes/31ra/1trabalho/GT16-4711--Int.pdf
Pita, S. (2008). As Interacções no Second Life: a comunicação entre avatares. Prisma.com, 6, 3-18. Acedido em 15 Janeiro 2011, de http://prisma.cetac.up.pt/3_Interaccoes_no_Second_Live_Sara_Topete.pdf

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um comentário ao texto "Reflexões sobre a adopção institucional do e-learning: Novos desafios, novas oportunidades"

Image: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

Será que as escolas básicas e secundárias estão preparadas para adoptar alguma das modalidades de ensino a distância (e-learning, b-learning) no seu processo de ensino-aprendizagem?
Nos dias que correm os meios tecnológicos para as colocar em prática já não são, na maioria das escolas, um entrave. Contudo ainda falta o mais difícil, a mudança de atitudes e práticas quer dos professores, quer dos alunos e principalmente das direcções das instituições (escolas). Como nos refere Gomes (2008) o primeiro contacto com este tipo de ensino é quase sempre encarado com agrado e a maior parte sem o conhecimento das instituições, mas depressa a novidade acaba e as pessoas voltam às suas rotinas habituais, faltando o principal, o incentivo das entidades superiores para a implementação e sobrevivência deste tipo de ensino. Em relação aos professores, eles são como os alunos, precisam de motivação para encararem este tipo de ensino como uma mais-valia para o sucesso dos seus alunos.
O ensino a distância tem as suas vantagens, desde o baixo custo (se considerarmos o preço de aquisição de um computador e de acesso à Internet acessível), a flexibilidade que o aluno tem em acompanhar as aulas, frequentar diversas disciplinas em simultâneo, a disponibilidade de material, encontrar o seu próprio ritmo de aprendizagem. Com estas e outras vantagens porque será que encontramos tanta relutância em mudar?
Centralizando-me mais no ensino básico e secundário, encontramos algumas razões para tal comportamento, desde a falta de tempo que os professores tanto gostam de referir, por diversas razões, falta de tempo para aprender a manusear uma plataforma; falta de tempo para encontrar material pertinente e coloca-lo na plataforma; falta de tempo para responder às dúvidas dos alunos; falta de tempo para organizar chats de discussão, fóruns, questionário; falta de tempo até do próprio tempo. Colocando este factor de lado, considero importante a falta de maturidade dos alunos para organizarem o seu estudo e estruturarem a sua auto-aprendizagem, que neste tipo de ensino é fundamental. Aqui o professor terá um papel mais de tutor do que mediador, o apoio que terá de dar aos alunos para estes não desmotivarem será fundamental e a modalidade aceitável para estas fachas etárias será o b-learning.
Na escola onde sou professora todos os professores têm acesso à plataforma moodle. O contacto com este tipo de ensino já foi explicado, demonstrado, e cada vez mais tenho adeptos desta prática, digo tenho, porque sou uma das administradoras da plataforma e estão inscritos mais de mil utilizadores, entre professores e alunos, e existem mais de 50 disciplinas criadas. Temos algo importante, o apoio da direcção. Mesmo com as obras, com a falta de Internet, com as falhas do servidor, com os computadores a avariar constantemente devido à humidade sentida nos contentores, continuam a interessar-se pelos adeptos desta modalidade. Por estas razões temos a plataforma alojada num servidor que não o do Ministério da Educação. A utilização da mesma não é a mais correcta, ou seja, usam-na mais como repositório de informação de fichas e documentos extras, mas já existem vários professores que utilizam os fóruns, chats, questionários, entrega de trabalhos, diário de bordo, entre outros. Aqueles que a usam à mais de um ano já descobriram que podem realizar cópias de segurança das suas disciplinas e inseri-las em plataformas de outras escolas, podem utilizá-las e realizar a sua manutenção, tendo a vantagem de aceder aos trabalhos dos alunos sempre que desejarem e de qualquer parte do mundo. Lentamente os professores e alunos vão-se apercebendo das potencialidades deste ensino, e daí a procura de compreensão da sua dinâmica. Outro aspecto é o facto de neste momento estar a decorrer uma acção de formação para professores em formato b-learning.  Serem alunos e sentirem quando o professor não coloca nada na disciplina, não lhes dá feedback, não participam nos fóruns.
O EaD, mesmo no básico e secundário, é o ideal para acompanhar alunos com problemas de diversa ordem na deslocação para a escola: doenças prolongadas ou não, dificuldades de deslocação, entre outros. Falo isto por experiência própria. Já utilizei a plataforma para leccionar um módulo a uma aluna em recuperação de uma cirurgia e os resultados foram excelentes, e não só, foi uma forma da aluno se distrair em casa, porque estava sempre à espera do que eu lhe ia propor para o dia seguinte.
Como conclusão, apercebo-me que ainda estamos na ponta do iceberg e temos um longo caminho a percorrer. Gostaria que os professores se unissem e criassem materiais pertinentes e depois os partilhassem com os restantes colegas de grupo. Acabar com a duplicação de material e com a ocupação desnecessária de espaço nas plataformas.

Referências:
 Gomes, M.J., (2008). Reflexões sobre a adopção institucional do e-learning: Novos desafios, novas oportunidades. Revista E-Curriculum, v. 3, n. 2, Junho de 2008

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Será que sabes tudo sobre Segurança na Internet?

www.seguranet.pt 

Como a semana da SeguraNet está próxima (7 a 13 de Fevereiro) e o dia da Internet Segura também (8 de Fevereiro) deixo-vos aqui uma disciplina criada por mim na plataforma moodle da escola onde lecciono. Podem aceder sem estarem registados na mesma, para visualizarem filmes, documentos, encontrar resposta às vossas perguntas e muito mais. E quando não tiverem actividades para realizar nas vossas aulas de Formação Cívica, Área Projecto, porque não falar sobre este tema tão basto e pertinente!!!

Para acederem à plataforma basta escrever http://elearning-laranjeira.net, quase no fim da página encontram a categoria ÁREA DE COORDENAÇÃO TIC e dentro desta uma disciplina denominada SEGURANÇA NA INTERNET e é só explorar….